O Processo Terapêutico
30 de Outubro, 2008O processo terapêutico se dá de forma bilateral, ele ocorre à medida que o paciente se disponibiliza dentro de seu caminho de cura. Tanto na forma convencional, como nas outras formas de tratamento, o paciente só terá êxito se ele de fato estiver aberto à sua própria investigação, do contrário ele será um mero tomador de remédios e terá sempre um tratamento imediatista, na medida de sua disponibilidade para consigo mesmo, não terá uma resolução profunda de seu problema ficando apenas no sobrenadante.
Há uma tendência por parte da maioria dos pacientes a pensar que o médico tem a fórmula mágica para todos os seus problemas de saúde, e de certa forma é claro que o médico prescreverá algo que venha a melhorá-lo de um modo geral, mas se o paciente busca uma terapia mais profunda terá que se responsabilizar pelo seu desempenho, afinal existem questões emocionais e físicas intimamente intricadas neste processo e cabe ao médico conduzir o paciente se ele assim o desejar a caminhos que possam levá-lo a isso. O tratamento jamais deverá ser restrito à prescrição de pílulas e fórmulas, o médico envolvido com seu paciente deverá ter em mente a alimentação, hábitos de vida, aspectos anatômicos desse paciente etc, bem como investigar sobre o passado e o presente do paciente em questão, buscando trabalhar de forma ampla e profunda o mecanismo que levou seu corpo a adoecer, ajudando-o a encontrar as respostas contidas em si mesmo e levando-o a despertar a consciência esquecida em seu próprio corpo. A medicina, quer seja ela convencional ou não, fracassará toda vez que não obedecer a esta regra e enquanto o paciente não entender que o processo terapêutico depende da sua participação, e deixar apenas para o médico uma tarefa também de sua responsabilidade, a resolução ficará restrita ao físico deixando uma demanda em potencial subjacente ansiando por ser tratada e que, mais cedo ou mais tarde, trará as consequências de sua inconsciência.
Dra. Patrícia Guaurino




16 de Fevereiro de 2009 às 15:42
Olá,tenho muito interesse pelo assunto,moro em minas gerais,gostaria de saber se em
Belo Horizonte existe uma clinica desse tipo,pois gostaria de levar minha mãe.
Por favor aguardo resposta.Obrigado.
25 de Abril de 2009 às 21:49
Well said.
8 de Agosto de 2009 às 10:56
Dra. Patricia, não havia visto este artigo ainda. Coincide com minha visão de saúde o compromisso interior e profundo com as buscas da cura, e do processo de realização, no qual o médico tem um papel, mas não podemos ficar como pacientes apenas no seguir as prescrições. As vezes eu me considerava rebelde, teimosa, mas vejo que este aspecto é sadio, saudável, desejável. E me alegro de estar aos seus cuidados, agradecendo a Deus a possibilidade de havê-la encontrado. O termo “sobrenadante” me chamou a atenção. Não o conhecia. Obrigada!
21 de Outubro de 2009 às 13:49
A minha experiência no processo terapêutico tem se mostrado como uma viagem onde tenho que escolher o destino, carregar a minha bagagem e me lançar em direção a um destino incerto que, por certo, não deverei fugir. O terapeuta é a luz que vai me guiando, com os recursos que ele dispõe, à medida que vou avançando, acendendo as minhas luzes internas que o tempo se encarregou de apagar.