Arquivo de Junho, 2009

O Que a Mente Faz Com Nossos Corações

23 de Junho de 2009

Se tentarmos observar os nossos sentimentos e nossas emoções veremos quanta coisa fica embaixo do tapete, sentimentos calados, emoções dobradas. Pagamos um preço alto sobre tudo o que sentimos e calamos, a mente vai dirigir então todo o sentimento para o nosso corpo distribuindo a emoção “calada” para outro sítio de ação. Lá pelas tantas tais emoções silenciadas se mostram, deixando transparecer a um habilidoso leitor o retrato das emoções contidas que mais cedo ou mais tarde serão reveladas. Como Cérbero o guardião dos mundos inferiores de Hades a Mente trata de guarnecer a saída dessas emoções pelo entendimento, mas o corpo reage e se revela tentando fugir ao engodo do inconsciente. Então logo a seguir virão toda a espécie de manifestações mórbidas para que a Consciência retome seu lugar de origem e leve as emoções ao endereço certo, para que sejam verbalizadas ao serem sentidas e expressadas de forma clara sem os subterfúgios do inconsciente, trazendo a razão ao corpo, mas não essa razão falsa que não revela sentimentos mas uma racionalidade verdadeiramente consciente libertando paixões, descobrindo desejos  escondidos, expondo emoções esquecidas no tempo, trazendo de novo  à tona a alma escondida do sentimento guardado inutilmente.

A Couraça

15 de Junho de 2009

Em 2006 ao ir para uma sessão de psicanálise, chegando lá, comi alguns frutos de cajá que se encontravam no chão caídos de uma grande cajazeira do jardim. Ao olhar seu tronco havia muitas raízes que percorriam de baixo para cima o tronco, este por sua vez tinha veios grossos na casca extremamente dura.

Ao olhar antes para o tronco da cajazeira, quando ia lá outras vezes, julgava que aquelas raízes que subiam na planta eram próprias e que o cajá em forma de semente se assemelhava àquela estrutura. Mas ontem ao chegar bem perto, comecei a alisar a árvore, o contato de minha mão com o tronco e com aquelas raízes me fizeram perceber que as raízes que eu tocava ao longo do tronco não faziam parte de sua gênese; qual foi minha surpresa ao perceber se tratar de várias raízes de outra planta que  parasitavam a cajazeira; tentei em vão arrancá-las do tronco mas havia varias raízes grossas como que incrustradas na árvore; eram veios profundos, confundidos da relação entre as duas plantas. Imediatamente me veio a idéia da couraça que Reich tanto falava e de como é difícil se libertar dela. Não havia como tirar a comensal sem causar algum dano a planta que a alimentava, no caso a cajazeira. Tudo isso me remeteu a minha vida, as dores que sentia na época, no plexo solar, no chakra cardíaco e em outras parte do corpo que refletiam essa resistência do meu corpo, da minha couraça, do meu tronco (fazendo uma analogia com a árvore) em retirar determinadas situações ou pessoas de minha vida que estavam enraizadas a mim e me faziam sentir como parte delas. Imagino que se tentássemos tirar tais raízes daquela planta, com certeza sua inteligência captaria aquilo como injúria e com certeza sofreria com aquela aparente agressão.Assim é nosso corpo, ao tentarmos retirar a couraça, sofremos, nos debatemos e assimilamos como dor algo que deveria nos dar alívio e prazer, porque intrinsecamente a isso se associa uma grande libertação.

Neste momento chove e a chuva me traz uma sensação gostosa de transformação, de broto verde, de cheiro de relva, de capim que cresce, de renovação e acima de tudo de transformação. Não há o que temer quando nos deixamos levar pelo fluxo da vida, como uma folha ao vento pousamos com certeza em algum lugar melhor depois da tempestade.

A aura genética

7 de Junho de 2009

Na minha opinião os filhos não herdam apenas a carga genética física dos pais, acho que herdam geneticamente também os caracteres da aura, uma informação preexistente impregnada na aura dos pais, algo como suas experiências pessoais, de uma forma mais ou menos intensa ou sutil de acordo com a qualidade destas mesmas vivências vividas pelos pais ou ancestrais. Por exemplo uma vivência traumática de um avô poderia repercutir em uma criança ainda que ela não tenha vivido esse trauma, mas esse trauma poderia ser expressado pela criança através de um medo sem explicação, mesmo que sua gestação tenha sido tranquila e que em sua pequena vivência não tenha ocorrido nenhum fato traumático. Não se trata de algo místico mas essas informações herdadas como não podem ser detectadas fisicamente, por que não há meios de detecção, também como tal ficam apenas no campo da teorização e conjectura, admito.

Assim como herdamos a cor dos cabelos, olhos, etc podemos herdar medos, vivências, que da mesma forma como nosso DNA celular transmite para cada célula do nosso corpo essas informações, ou seja um DNA em nossa camada áurica enviaria mensagens genéticas que seriam codificadas pela aura, absorvidas pela alma e exteriorizadas atrvés do caráter e personalidade do indivíduo. Essa herança genética iria determinar porque um filho se parece tanto com o pai em termos de temperamento, muitas vezes sem nunca ter convivido.

Do mesmo modo que existe um genótipo que é uma característica herdada geneticamente, há um fenótipo que são características que podem ser alteradas pelo clima ou ambiente onde se expressa o gen,sendo assim filhos de pais adotivos herdariam devido ao ambiente áurico que o cerca, certas características dos pais adotivos e até mesmo semelhança física, não só filhos mas até mesmo casais que com muito tempo de convivência passam a se parecer fisicamente e chegam a ser confundidos como irmãos devido a semelhança. São indivíduos que recebem características fenotípicas da aura dos seres de convivência íntima e próxima.

Daí cada vez mais termos que analisar famílias inteiras e não apenas casos comportamentais isolados e até mesmo o passado e suas cargas de informações emocionais passadas. Na minha opinião o inconsciente coletivo nada mais seria do que a assimilação grupal desta carga genética genotípica e fenotípica da humanidade, ou seja por isto que determinados povos têm suas culturas e assimilam tão facilmente seus hábitos. Isso levaria a uma missão herdada, até mesmo um carma herdado por um determinado povo, ou até mesmo uma região devido a força das vivências herdadas naquele ambiente devido a informações passadas e vigentes.