Arquivo de Outubro, 2009

O Caminho

28 de Outubro de 2009

     Há momentos na vida em que nos deparamos com bifurcações em nosso  caminho e temos que fazer escolhas e exercer nossa maturidade, estes momentos podem ser momentos muito marcantes como uma doença, um acidente ou algo que gera um movimento de destruição do nosso antigo padrão de comportamento. Tais forças regem nossa alma para que tenhamos a coragem necessária para promover mudanças.      Qual a medida de um homem e no que ele se transforma pela sua vontade? O que é levar um homem aos mais altos fins da existência? É ferir seu livre arbítrio ou fazê-lo despertar, discernir o bem do mal e fazer a sua escolha?      O caminho da cura já é percorrido quando a procura se instala, é certo que nem sempre existe a consciência da busca e em alguma instância, ainda que física, já começa a se processar o movimento do caminho. Ao nascermos, de alguma forma já começamos uma busca inconsciente pelo caminho de volta, a unidade com o eterno. Usamos ao longo da estrada muitos meandros , muitos atalhos para chegar a verdade, ainda que achemos uma trilha sombria e obscura, por ali perpassa a bifurcação da escolha pelo retorno. Sempre haverá dois caminhos e muitas escolhas ou poucas, ou paramos ou seguimos. À nossa alma importa a chegada , o objetivo e os meios que serão usados são vários, tantos caminhos, tantas possibilidades de aprendizado, tantos disfarces que muitas vezes diante da adversidade  não nos damos conta do que há por trás do infortúnio. O vôo começa pela corrida na terra, pelas várias tentativas de alçar vôo. Diante do precipício sempre achamos que vamos cair, mas em algum momento alçamos vôo e vencemos o abismo e vemos do alto tudo pelo qual sofremos e constatamos o quanto era importante estarmos em terra  tentando, vivenciando as dificuldades do vôo. Às vezes é preciso a chuva para molhar a terra, é preciso a tempestade para lavar a cidade, e se o dilúvio for necessário para o despertar do homem, a vida lançará mão de tudo isso durante o caminho. A queda d’água é majestosa, mas o caminho percorrido pelo rio é sinuoso e antes da água chegar a seu objetivo ela toma força para se lançar para um de seus maiores objetivos, onde a cachoeira se faz presente, para depois de um longo caminho se entregar definitivamente ao mar e se reconhecer plena, sem fragmentações. E qual a diferença entre uma gota e um oceano? Depende do tamanho do corpo que está mergulhado ali. Para o germe a gota é o oceano…

O que fazemos para superar nossas limitações?

12 de Outubro de 2009

 Estamos aqui para evoluir, para passarmos de estágio, cada experiência dolorosa ou não, é um teste para que nos deparemos com questões pendentes da nossa alma. Na maioria das vezes reagimos com raiva e indignação quando achamos algo injusto pelo nosso prisma, e talvez até seja, mas a pergunta é: - Por que aquela situação está ali? E o melhor de tudo isso , como vamos atuar diante daquela situação…Aí é que tudo faz sentido, porque se tudo fosse ótimo e maravilhoso, não havia porque estarmos aqui, a grande experiência é a transformação, na realidade devemos tentar superar nossas limitações para podermos transcender as questões menores do cotidiano, mas como essas questões menores nos pegam no contra-pé, perdemos o equilíbrio com muita facilidade, porque na maioria das vezes não estamos atentos, estamos desacordados, desavisados, andamos no piloto automático. O ego domina invade e manda ver em todas as nossas ações e reações, é claro que o ego precisa estar presente como prumo, mas não como estandarte,  devemos avaliar sempre que nos lembramos de nós mesmos, porque na maior parte das vezes estamos esquecidos de quem somos e do que viemos aprender. Não quero com isso trazer a imagem judaico-cristã da culpa e muito menos traçar um paralelo pelo comportamento oriental, absolutamente, quero trazer a responsabilidade de nossos atos para nossas mãos e em vez de ficarmos culpando D’us por nossos infortúnios, devemos avaliar cada situação e cada pensamento, e através dessa análise paramos de ser tragados pela ilusão de que somos alguma coisa nesse grande cosmo. Somos poeira, mas que tal sermos   poeira consciente de sua real insignificância. Nos  tornamos   grande à medida que tomamos posse de nosso corpo, de nossa mente e de nosso espírito, e por favor quando falo espírito não estou falando em mística, pois espírito pra mim é consciência, é verdade e como diz Yogananda   é estarmos despertos NELE para sempre, e para sempre deve ser todo dia na fila do ônibus, no banco, na rua, com o vizinho, na escola da vida, acordando todo dia de fato andando pelo caminho da verdadeira razão que é a consciência de si mesmo.