25 de Fevereiro, 2010
Se atentarmos para o fato de que a morte não encerra o nosso pensamento, se percebermos que o pensamento continua após a morte, veremos que a mente tem proporções muito mais amplas do que o aqui e o agora. Quando dormimos parte de nossa mente acompanha o processo de inconsciência, há relatos inclusive que alguns pacientes durante paradas cardiorrespiratórias se viram de fora do corpo sendo reanimados. Essa mente que se expande para fora do indivíduo tem uma participação fundamental em todo o processo desde o nascer até o morrer. Tudo leva a crer por intermédio de depoimentos dessas pessoas que passaram por reanimações, que o pensamento se adapta à nova realidade. Quando falamos que todas as causas de doenças vêm de nossa própria mente, somos logo abordados com a pergunta: - E as doenças congênitas? Respondendo, as doenças congênitas advém também dessa mente ampla que agora se prepara para ocupar um novo corpo, agora com outros aspectos advindos do mundo espiritual, e acredite esse mundo espiritual a que me refiro aqui não tem nada a ver com nenhuma viagem mística de minha parte. A mente humana ainda é um território pouco compreendido e muito especulado, mas o fato é que nossa mente viaja por todas as dimensões, do sonho à vigília, e penetra por mundos muitas vezes ininteligível pela mente consciente. Precisamos no entanto, observar mais e nos atermos ao fato de que somos os responsáveis por cada passo que damos, quer ele seja consciente ou não e tanto a doença como a saúde são de nossa plena responsabilidade. Nossa mente dotada de sentimentos e emoções é o comandante pleno do nosso corpo e não teremos êxito no processo de salutogênese sem trazermos a plena consciência para nossas próprias mãos.
Este texto foi escrito
por Dra. Patrícia Guaurino e está arquivado em Antroposofia, Auto-ajuda, Homeopatia.
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