Medicina Antroposófica e Homeopatia Não são Tratamentos Lentos

21 de Maio de 2008

Ao contrário do que muitos pensam a Homeopatia e a Medicina Antroposófica não são tratamentos lentos em doenças agudas como a maioria das pessoas pensam…otites, amigdalites,crises asmáticas podem ser tratadas tão rapidamente com homeopatia e Medicina Antroposófica quanto com a medicina alopática convencional, apenas o paciente receberá doses menores e menos agressivas ao seu corpo e com resultados mais duradouros. Nas doenças crônicas os resultados também se observam de forma mais satisfatória com o tratamento homeopático e antroposófico.
O mais importante de tudo isso é levar em consideração o que causou o adoecer de cada paciente, as expressões ditas “doenças” podem se parecer, mas se individualizam nos aspectos emocionais de cada paciente e isso tem de ser levado em conta pelo médico.
É claro que exames são necessários, o mais importante é o olhar individualizado do médico para o seu paciente anotando todas as observações ao longo do caminho que leva a uma cura INTEGRAL, visando a parte afetada sem esquecer do TODO que deflagrou o processo.

O intuito deste texto no entanto não é separar as várias formas de tratamento, mas uní-las de forma que se ofereça o que há de melhor para o paciente visando equilibrá-lo e reintegrá-lo ao convívio social de forma saudável e feliz.

Patrícia Guaurino

As Desordens da Alma

22 de Abril de 2008

Tratar doenças com medicamentos sem levar em consideração o todo de um paciente, não cura, apenas palia ou cala a expressão da desordem emocional que continua caminhando silenciosamente. O corpo é o palco da desordem psíquica e esta desordem à medida que vai sendo silenciada toma formas cada vez mais complexas de expressão.

Sintoma calado não é doença curada, apenas manifestação suprimida. Tomemos como exemplo um criança que tem um eczema, a mãe imediatamente leva a um dermatologista ou mesmo ao pediatra que lhe prescreve uma pomada, tal pomada suprime o eczema. A mãe fica feliz e o médico satisfeito por achar que resolveu o problema da criança. Semanas depois a criança surge com um resfriado, que evolui para um cansaço com tosse produtiva, é claro que a mãe corre para o médico e o médico prescreve um medicamento broncodilatador para o cansaço (asma brônquica). A criança se restabelece deste quadro e surgem dentro de 2 meses um quadro febril de origem infecciosa pulmonar ( pneumonia ) etc. Ao longo dos anos este paciente percorre consultórios dos mais diversos especialistas, sua asma se torna crônica, tem Síndrome do Pânico, seu joelho esquerdo se desloca com facilidade, apresenta uma grande fragilidade capilar, vai ao angiologista, ao pneumologista, lá pelos 40 anos desenvolve um hipertensão arterial, arritmias, e freqüenta religiosamente o cardiologista todos os meses que vai acrescentando mais medicamentos para o controle pressórico. Um belo dia se depara com um câncer ou um enfarte, ou mesmo uma doença degenerativa crônica.

A peregrinação pelos consultório é um fato e essa medicina vigente , estabelece o homem como se tivesse seus órgãos espalhados fora de sua unidade orgânica. O paciente é então tratado como se não tivesse passado, nem emoções, nem contexto social e muito menos famíla. E os órgãos destes pacientes como se fossem peças de reposição ou mesmo como se suas secreções fossem reguladas por pílulas controladoras de apetite e outros sentimentos como os antidepressivos.

É claro que esta medicina está fadada ao insucesso terapêutico para um bom observador, porque a saúde não se estabelece prescrevendo pílulas para tratar sintomas, pois sintomas foram gerados por emoções, que foram geradas por sensações que liberaram enzimas, neurotransmissores, que geraram sintomas que levaram a expressões somáticas chamadas erroneamente de doenças, ora não existem doenças, existem doentes e os doentes são antes de tudo seres humanos em busca de alívio para as desordens da alma.

Patrícia Guaurino